Os ânimos se acirraram aqui no Aquiry, principalmente no
Yuraiá (rio Jordão), quando as Terras Indígenas Huni Kuin localizadas na região
decidiram não permitir a entrada de candidatos não-índios em suas aldeias, além
de manchetes nos jornais locais, também causou desagrado em um bom número de
postulantes às cadeiras legislativas e executivas municipal. Teve até quem
dissesse ser esta atitude contra a lei por supostamente coibir o direito de
condições iguais para os candidatos (clique aqui).
É bom citar que no Amapá, numa situação idêntica, o
Ministério Público Federal considerou válida a decisão do povo Wayãpi de não
receber candidatos em suas aldeias (clique aqui).
Acho interessante quando leio algumas manifestações
contra a decisão dos indígenas e vejo a utilização do substantivo “crime”, tão
em moda no Brasil contemporâneo.
Trocando em miúdos: os indígenas são criminosos por não
aceitarem a visita obrigatória de pessoas que nada tem a oferecer, além de
promessas vazias e muitas vezes ininteligíveis para a maioria das aldeias?
Não posso dizer que me impressiono com tal substantivo
atrelado à palavra “indígena”, afinal, na visão geral de grande parte da sociedade
nacional é esta a visão que se tem sobre os povos indígenas.





