segunda-feira, 1 de agosto de 2016

RAPÉ: Medicina e ciência indígena...

Desenho de Alice Haibara
Calor!
Iniciamos o mês de agosto, iluminados pelo astro rei que, além de sua luz, este ano secou nossos mananciais mais cedo, ressecando nossas matas e aumentando os focos de incêndio florestal. Mas o céu ainda não está cinza, nem a lua está vermelha, cor fantasmagórica que nos informa quando estamos no pico do verão causticante da Amazônia, sufocada pela fumaça.

A semana que passou foi agitada. No mundo indígena houve a realização de vários festivais de cultura em diferentes terras indígenas do Juruá. Também vi anúncios nas redes sociais, da realização das chamadas “vivências”, mais nova prática de etnoturismo que está começando a tomar força e se espalhar por muitas comunidades.

Para mim, outro "agito" da semana foi uma reunião em que me deparei com uma questão inusitada: uma autoridade inquiriu-me se eu tinha conhecimento sobre os “brancos” estarem comprando rapé dos indígenas e misturando com cocaína, a fim de vender nas cidades e assim prender seus usuários no costume e, por conseguinte, aumentar as vendas. Fiquei sabendo que há um verdadeiro temor, principalmente em Cruzeiro do Sul e Tarauacá de que o rapé esteja “batizado” com esta substância. Esta lenda urbana se espalhou por muitas cidades do Juruá.

Confesso que fiquei com vontade de rir da pergunta, mas, como não se tratava de uma conversa informal, e sim de uma reunião formal, controlei esta vontade.
Tentei, em linhas gerais, explicar ao inquiridor sobre este produto, que faz parte das chamadas “medicinas” dos povos indígenas, não só de nossa região como, também, de várias partes da América. Expliquei, ainda, os diferentes “tipos” de rapé que hoje são vendidos por quase todos os povos indígenas de nossa região e por algumas comunidades da floresta, como os extrativistas.
Argumentei, ainda, sobre a impossibilidade de ser feito este tal batismo, haja vista a reação física que o uso do rapé causa. Dado por satisfeito com minhas explicações, o assunto foi direcionado para outras questões.

Dias depois, entendi qual a motivação da preocupação com o chamado “rapé batizado”. Disseminou-se que os jovens estavam usando o produto misturado com folha de coca moída. Realmente não duvido que alguém, ao fazer o rapé tenha tido tal ideia, mas, achar que cheirar, beber, tomar banho ou qualquer outro meio de consumo da folha de coca seja a mesma coisa que usar cocaína, aí já é demais, certo? Fiquei com uma vontade danada de entrar em contato com a pessoa que havia me perguntado sobre a possibilidade dessa nova modalidade de tráfico, mas desisti, preferi deixá-lo sem esta informação.

Confesso que não sou adepto do uso dessa medicina, cuja designação francesa* diz muito pouco sobre sua verdadeira característica para os povos indígenas, e que, aliado com outras importantes homeopatias como a sananga, o kambô, o Uni e o ananate, compõem a farmácia de possibilidades de equilíbrio, tratamento e cura do espírito e do corpo.
Minha indisposição para com seu uso em minha pessoa tem mais a ver com questões físicas. Sempre tive problemas com qualquer coisa que precise ser introduzida ou ingerida via nasal, de maneira que nem soro eu uso para me livrar de minha eterna sinusite. No entanto, em caso de festividades nas aldeias, não recuso, quando sou conduzido por mãos leves à presença do tipi que, diga-se de passagem, está sendo feito cada vez maior.

O uso social do rapé há muito extrapolou as fronteiras das aldeias e os centros esotéricos, vindo a tornar-se cada vez mais o produto de uso social no meio urbano, devido às restrições quanto ao uso do cigarro. E vem se tornando moda principalmente entre os jovens.

São muitos os relatos, inclusive em jornais locais, sobre estudantes que levam seu potinho de rapé e seu curipe para a escola. Tornando-se foco de discussões e preocupações entre os gestores, alguns destes já procuraram informações junto à FUNAI para que obtivessem mais esclarecimentos.
Estes gestores batem na tecla, e com certa razão que, pela lei brasileira a venda e consumo de tabaco são vetados a menores de idade. E, sendo este produto oriundo do tabaco, o mesmo deve ser restrito ao uso de adultos.

Comunidades esotéricas, como as que utilizam o chá sagrado e demais pessoas que
Tipi
procuram trilhar caminhos mais naturais e alternativos, também estão no rol de usuários.
Também entre os indígenas seu uso cresceu bastante nos últimos anos, tornando-se comum vermos nas aldeias os que andam sempre com um curipe* preso ao pescoço ou um tipi* sobressaindo-se de dentro de suas bolsas.

É indiscutível sua importância terapêutica, social e cultural para os povos indígenas, assim como não se põe em dúvida seu lugar de destaque para os usuários não indígenas que apreciam seu uso.

O problema, a meu ver, é quando essa utilização torna-se um vício ou seu preparo passa a extrapolar o tradicional e entra na perigosa seara do experimentalismo.

Curipe
Não se trata de defender falsamente que este só deveria ser usado em rituais ou seguindo as dietas e preparações espirituais dos povos indígenas. Eu não seria tão ignorante para achar isso. O foco de minha observação é outro.

O rapé, além de medicina, representa uma verdadeira ciência dos povos indígenas, tendo toda uma mística em seu feitio e aplicação. E até quando é utilizado de maneira mais social, não se desliga de sua natureza mística. Até porque os indígenas quando o usam, atentam para algumas “regras” básicas que instintivamente seguem. É algo que está presente no momento em que pegam seu curipe ou o tipi.

Nesta ciência, as técnicas de uso vão desde o sopro até os pensamentos e energias que devem ser utilizadas no uso. Ou seja, não se trata só de “soprar com mais ou menos força”, e as consequências deste uso podem ser benéficas, quando bem utilizadas, ou altamente negativas para o yuxin do indivíduo, quando não se segue os ritos específicos.

Mas, sabe como nós, nawa, somos né? Como já citei em textos anteriores, a opinião de alguns velhos e sábios txais, é impressionante, como a coisa banaliza-se ou torna-se totalmente superficial quando passa a ser praticado pela nossa sociedade. Ou seja, quando se torna a moda new age do momento.

Uma coisa que me chama muito a atenção em nossa sociedade é a eterna carência em se ter “mestres” disso ou daquilo, sempre precisando de um guia ou guru que nos ilumine e mostre os caminhos a seguir. Já vi algumas figuras que andaram pelas aldeias daqui e que, tempos depois, passaram a ter seguidores e a serem chamados de “padrinho” ou mestre. Acreditem.

E o que isso tem a ver com o rapé? Bem, creio que tem muito a ver.

Observo que estes ditos “mestres” sempre alardeiam o mesmo roteiro de vida: receberam o conhecimento milenar das mãos de algum grande xamã (ou pajé ou mestre) que revelou os segredos de seu povo e que o entregou.
A partir daí tornam-se especialistas em uso, tratamento e cura com determinada medicina tradicional indígena. Claro que, por um preço, muitas vezes bem salgado.
Se alguém tem dúvida do que estou querendo mostrar, basta fazer uma busca na internet usando a palavra “rapé”. Tenho certeza que irá encontrar um bocado de “mestre” oferecendo seus produtos, feitos a partir dos conhecimentos aprendidos junto aos “mestres guardiões indígenas” ou, ainda, promovendo eventos onde, entre os rituais, o rapé também tem destaque.

Não quero também dizer que só indígena é quem sabe fazer e aplicar um rapé, ou que
Imagem: DreamKeepers
rituais com rapé só são verdadeiros se for um indígena a praticá-los. Nada disso. Só que, infelizmente, nos dias atuais, os conhecimentos e rituais tradicionais vêm se tornando cada vez mais “produtos de mercado” com um bocado de gente se dizendo “mestre”. Assim, fica mais difícil atestar a veracidade ou qualidade dos mesmos, de maneira que, em caso de dúvidas, “fique com o original”, ou seja, confie mais na fonte do que no atravessador ou “discípulo” que se tornou mestre.

Na verdade, esse papo de “guardião” disso ou daquilo, “segredos milenares” guardados e “mestre do conhecimento tal”, nem faz parte da lógica espiritual dos povos indígenas. Essas palavras só são inteligíveis para nossa sociedade, fantasiosa e carente de heróis e de guardiões.

O rapé indígena, como qualquer outro produto, deve ser usado com bom senso, equilíbrio e parcimônia, afinal, mesmo quando usado socialmente, este não se desvincula totalmente de sua finalidade. Também é importante lembrar que a matéria prima de sua fabricação é o tabaco e, como tal, pode sim viciar e trazer problemas de saúde quando usado em demasia ou de maneira errada.

Outra coisa que é preciso citar é sobre o que chamei, em um dos parágrafos anteriores, de “experimentação”. Quero me referir ao seu processo de fabricação, onde alguns fogem da chamada “receita tradicional” e experimentam diferentes misturas, a fim de se chegar a um produto com características singulares dos demais disponíveis no mercado. Mas nenhuma destas misturas teria o potencial de prejudicar uma pessoa, desde que seja usado de forma equilibrada.

Os povos indígenas fazem diferentes tipos de rapé, com finalidades específicas. No entanto, com citei acima, já vi alguns casos bem esquisitos de misturas como o uso do kambô na receita. Claro que existem as receitas tradicionais de feitura, com seus ingredientes definidos e conhecidos ao longo de gerações, mas também, não causa estranheza haver variações destas receitas. O cuidado está somente em atentar para possíveis “restrições” de seu uso, caso o mesmo seja muito forte ou tenha mistura que não seja para uso de todas as pessoas.

Quando ganho um pouco de rapé, sempre pergunto que tipo é, qual a sua finalidade de uso (se é medicinal, se é para uso diário, etc) e possível restrição que este possa ter, tipo: ei txai! Este é muito forte? Pois tenho problemas de pressão baixa e não posso usar rapé muito forte, pois passo mal.

A venda deste produto ao mesmo tempo em que vem crescendo, também vem gerando, além de certa riqueza para alguns poucos, bastante discussão em algumas comunidades que começam a se sentir incomodadas vendo seu nome sendo utilizado para dar mais status e legitimidade ao produto. Explico: às vezes, um membro da comunidade produz e começa a vender muito rapé, não só em sua cidade como, também, fora do estado. Na identificação do produto o indígena não usa o seu nome, usa só o nome do povo, de maneira que aquele produto dele passa a ser conhecido como um produto de seu povo, mas o lucro pela venda não é distribuído ou compartilhado, no entanto, o ônus que pode advir recai sobre toda a comunidade.

Uma estratégia começou a ser refletida por algumas comunidades que já procuram meios de “patentear” certos produtos tradicionais, como o rapé. Inclusive algumas já estão avançadas no estudo jurídico com este fim.
Tenho discutido com algumas lideranças a ideia de, em vez de patente, constituir um “selo indígena de procedência e qualidade” para seus produtos, como o rapé. De maneira que não só haja o reconhecimento da procedência do produto como, também, a proteção do conhecimento tradicional daquele povo.

Aqui, na terra de Galvez, este crescimento na procura e na venda vem gerando certos constrangimentos quando, por vezes, há a apreensão do produto quando este é levado por indígenas para outras localidades ou outros estados.

Se por um lado o indígena justifica ser este um produto de uso tradicional e, por isso, tem o direito de levar consigo para onde for, por outro, as autoridades responsáveis pelo controle de circulação em aeroportos justificam que as quantidades que são embarcadas estão muito acima de um consumo particular e, por isso, quando localizadas, podem e devem ser apreendidas.

Essa situação vem se agravando e as comunidades estão estudando e desenvolvendo práticas de venda e envio dentro das regulamentações hoje existentes, dando mais garantia e segurança tanto para o indígena que vende, quanto para a pessoa que mora noutro estado e que tem o interesse em adquiri-lo.

A prática comum por aqui é que, quando o indígena viaja para divulgar sua cultura, realizando alguns rituais tradicionais, costuma levar consigo sempre uma quantidade deste produto e de outras medicinas, para que possa vender e divulgar entre os interessados.

O rapé indígena do Acre vem ganhando muitos apreciadores pelo Brasil, que o consideram especial, forte e de efeito muito mais duradouro que o comumente vendido em tabacarias ou disponíveis em demais casas onde se vende este produto.
É válido deixar claro que nem todos os povos indígenas do Acre o utilizam socialmente, mantendo seu uso restrito às práticas espirituais tradicionais, ligado diretamente a seus rituais de cura sob responsabilidade do pajé.

Minha reação após uma aplicação de rapé pelo pajé Rekan Satanawa
Este aumento na procura pelo rapé indígena deve ser visto além de seu uso espiritual. É obvio que a qualidade e os efeitos do produto fazem com que haja este fenômeno de venda e seus usuários não se importam ou não se atentam para a questão espiritual ou os fins específicos a que este produto se destina. Querem usá-lo e pronto.

Por outro lado, seu uso ritualístico também vem ganhando espaço junto às irmandades e demais centros espirituais e esotéricos pelo Brasil e fora deste. Aí a questão é outra. Em minha opinião, para usá-lo tem sim que ser conhecedor de sua ciência, pelo menos no que diz respeito a suas regras básicas. Afinal, como qualquer medicina que vise o equilíbrio espiritual há de se ter muito cuidado ao manejá-la.

Também, para estar em sintonia com a mística indígena, não é obrigatório utilizar todas as medicinas tradicionais. Por exemplo, conheço um grande pajé curador que não usa rapé, mesmo sendo este muito usado e apreciado em sua comunidade. Eu, particularmente, prefiro um bom nixi pae (ritual da Ayuaska), sem ser necessário incrementar sua força e ensinamentos com o rapé, preferindo usar meu velho e companheiro cachimbo, com um bom dumê (tabaco).

Diferente do Dalai Lama, que morre e reencarna sabendo quem foi no passado, nenhum indígena nasce pajé ou especialista neste ou naquele conhecimento, estando sempre em processo de estudo de sua tradição. Por isso, quem tem interesse em conhecer, é preciso “pegar leve” quando quiser experimentar uma aplicação ritualística desta medicina mesmo sendo um índio a aplicar e, principalmente se este for muito jovem. É o conselho que sempre dou quando acompanho alguém a uma aldeia e esta pessoa deseja experimentá-lo.

O aumento de seu uso nas aldeias também não é nenhum fenômeno que traga preocupações para a manutenção da cultura, ao contrário, incorpora-se em sua dinâmica.
Também, não se justifica criminalizar ou reprimir os indígenas por venderem aos interessados nos meios urbanos, pois, não cabe a estes fazer campanhas de informação sobre o uso de produtos oriundos do tabaco, assim como este, quando usado as receitas tradicionais para uso social, não possui restrições físicas que venha impossibilitar seu uso.

O excesso de uso no meio urbano, além de desaconselhável, cria situações desagradáveis, pois, assim como a fumaça venenosa do cigarro incomoda, e por isso não se pode usar em locais públicos fechados, os mucos e outros fluidos corporais expelidos quando se usa o rapé não são nada agradáveis de observar quando se está conversando com alguém, principalmente em uma sala fechada.

Eu, aprendendo as técnicas de assopro com os Noke Koi
Os excessos nunca são bons, assim como nos ensina Aristóteles: O excesso e a deficiência são uma marca do vício e a observância da mediania uma marca da virtude.

E assim começamos mais uma semana, com a natureza arengando conosco e nos mostrando que é preciso mudar, plantar mais árvores, cuidar mais de nossos rios e mananciais. Viver em equilíbrio não só consigo mas, também, com o meio que nos cerca. 
É preciso espalhar mensagens de conscientização, mas, também, é preciso por em ação aquilo que espalha, afinal, nenhuma transformação é feita só de cliques no "curtir".
Precisamos de mais natureza e menos arengas políticas.

Boa semana a tod@s,
Jairo Lima
* Curipe – aplicador individual de rapé.
* Tipi – aplicador de rapé mais longo, para ser usado por outra pessoa 
* Rapé é uma palavra francesa, que significa “ralar”, “raspar”. Para os povos indígenas é conhecido como: rume, putu,ruru, etc

9 comentários:

  1. THIS IS VITAL INFORMATION FOR INDIGENOUS PEOPLES

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  2. Começamos mais uma semana, com seus textos maravilhosos!
    Como sempre você abordou um tema importante e reflexivo, é lamentável que algumas pessoas usem essa medicina de forma equivocada, mas é como você citou precisamos espalhar mensagem de conscientização. Boa semana para nós .

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    1. Realmente, Hursilene, cada semana tem sua novidade e, para mim, a alegria de ter meus textos reconhecidos por pessoas como você ma faz ter certeza que a semana será muito boa. O rapé, como qualquer medicina, precisa ter seu uso equilibrado e feito com prudência, o que, infelizmente, não ocorre.

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  3. Parabéns pelo texto, muito bom. Conheci o rapé aos meus 13 anos, um amigo levou uma latinha para escola e desde então faço o uso diario. No inicio era uma diversão de menino, usava na sala de aula, pra abaixar a pressão e ficar 'leve' por um tempo. Depois veio o vicío. Hoje, alterno o uso entre tabaco pra fumar, e rapé, com o mesmo objetivo, saciar a necessidade de nicotina no sangue. Descobri a pouco tempo sua origem, e os fins medicinais e espirituais, nunca experimentei o rapé indígena, mas acredito que seja diferente do que é vendido nas mercearias antigas e tabacarias da cidade.

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  4. Grato.
    O rapé indígena é fácil de se conseguir, você pode fazer uma busca na internet e comprar, para entrega em sua residência. Só procure usar com equilibrio, pois é muito mais forte.

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  5. Fundamental se tornou a leitura de suas crônicas para mim,traz-me conhecimentos ancestrais e uma profunda sensação de beleza e paz.

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  6. Fico feliz, Francisca, se minhas reflexões escritas lhe trazem bons conhecimentos e boas energias. Seguimos.

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  7. Adorei o texto.
    Gostaria de saber quais as possíveis causas que levam a uma pessoa a desmaiar de todas as vezes que toma o rapé?
    Adianto que sempre tomei rapé com uma Xamã, não sei o tipo de sopro nem o tipo de rapé, sendo que fora em um retiro bem intensivo de 3 meses aonde, entre várias medicinas, havia o rapé.


    Gratidão 🙏

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  8. Prezada Sonia,
    Podemos sim conversar a respeito. Te indico que me busque no:
    https://www.facebook.com/jairo.lima.3133

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